ABADESSA

 

Madre Abadessa Maria Elisabeth da Trindade Alves Ferreira

 

BIOGRAFIA

Aradenes Alves Ferreira nasceu no dia 19 de dezembro de 1983, em Pedro II – PI, foi batizada em 13 de outubro de 1985, recebeu a Primeira Eucaristia em 23 de janeiro de 1994, aos 10 anos e o sacramento da crisma em 17 de novembro de 1998, aos 14 anos. Residiu com seus pais em Piripiri – PI até a data do seu ingresso no Mosteiro. Seus Pais, Antônio Alves Ferreira e Maria dos Milagres Alves Ferreira, tiveram quatro filhos, dos quais Aradenes foi a primeira a nascer. São seus irmãos: – Maria Natália Alves Ferreira, Francisco de Assis Alves Ferreira e Maria Emanuelle Alves Ferreira.

Aos 20 anos, no dia 07 de janeiro de 2004, Aradenes Alves Ferreira ingressou para a Vida Consagrada na Abadia Cisterciense de Nossa Senhora Aparecida, em Campo Grande – MS. Desde a sua entrada para o Postulantado colaborou na Obra Social Infantil Lar Nossa Senhora Aparecida.

Recebeu o Hábito da Ordem e iniciou o tempo de formação do Noviciado no dia 12 de outubro de 2004, momento em que passou a ser chamada pelo nome de Irmã Maria Elisabeth da Trindade, O. Cist., emitiu a sua Profissão Religiosa no dia 12 de outubro de 2005 e três anos depois, no dia 12 de outubro de 2008, com a idade de 24 anos, fez a sua Profissão Solene, desde então foi nomeada Orientadora Vocacional.

No dia 07 de julho de 2013, aos 28 anos, foi nomeada como Mestra de Noviças e no mesmo ano tornou-se Membro da Comissão de Intercâmbio Monástica e Cisterciense do Brasil. Auxiliou na formação dos Oblatos do Mosteiro e cursa teologia na Universidade Católica Dom Bosco. Foi nomeada Prioresa da Abadia, no dia 06 de janeiro de 2015, sendo auxiliar da II Abadessa, a Reverenda Madre Benigna, O. Cist., na condução da Comunidade Monástica.

No dia 19 de março de 2017 foi eleita Abadessa pela Comunidade da Abadia Cisterciense de Campo Grande – MS. Tendo aceitado a eleição, foi postulada, confirmada e instalada no Ofício Abacial no dia 21 de março pelo Abade Geral da Ordem Cisterciense e Pro-Presidente da Congregação Brasileira dos Cistercienses, o Reverendíssimo Dom Mauro-Giuseppe Lepori, O. Cist., e a sua Benção Abacial realizada no dia 03 de junho do mesmo ano.

 Madre Maria Elisabeth da Trindade, O. Cist., compreendendo sua existência e seu ofício como um ato de amor, como Membro do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja – não alheia às realidades que envolvem o mundo, a sociedade e cada pessoa e numa experiência contemplativa – quer exercer seu serviço tendo Deus como Princípio e Fundamento e como significativa referência o contínuo mover-se na Aspiração pelo Encontro Definitivo com Ele.

Porque a Aspiração por Deus não corresponde jamais ao isolamento, uma vez que, se autêntica, não se expressa de forma alguma pela fuga da realidade, então pelo exercício concreto e diário da oração, do estudo e do trabalho, da vida fraterna em comunidade, da dedicação marcada pela verdade na caridade e pela atenção para com as necessidades de todos, indistintamente, a sua incumbência consistirá em Ser Testemunha da Presença de Deus.

Madre Maria Elisabeth da Trindade, O. Cist., III Abadessa da Abadia Nossa Senhora Aparecida, Campo Grande – MS, adota o itinerário discipular missionário que se faz pela doação com humildade e pelo trabalho para que Ele, o Deus das Misericórdias, seja adorado, amado, glorificado e servido, igualmente, seja Ele o Centro da sua Própria Existência e da Vida do Mosteiro. Portanto, consciente que a sua Missão é Ser Sinal de Unidade, Guia e Promotora da Escuta da Palavra e da Busca da Vontade de Deus, escolheu como Lema para o Serviço Abacial:

 

                             –“FACIEM TUAM, DOMINE, REQUIRAM”.

                                Tua Face, Senhor, Eu Busco. (Sl 26,8b) 

 

DESCRIÇÃO HERÁLDICA 

 

*Escudo Hieráldico,*Rosário,*Báculo,*Listel,

*Flor de Lis, *Lâmpada,*Faixa.

 

*ESCUDO: Escudo de forma de Oval, está dividido em três campos com cores diferentes com os elementos que constituem a forma artística e com elementos que formam o caminhar da Madre Abadessa como conduta e peregrinar no seu Abaciado.

*O ROSÁRIO: símbolo antigo usado apenas em brasões de abadessas. Além de ser algo que evoca a ação de Deus no ser da Virgem Santíssima, também lembra que a Abadia na qual a Abadessa fora eleita; tem como Patrona a Imaculada Conceição de Aparecida.

* FLOR DE LIS: É um dos símbolos que evocam e simbolizam  Maria; aqui, entretanto;   usado como  Símbolo da Ordem Cisterciense. A ordem nasceu na França, e o símbolo da França é a Flor de LIS;

*A FAIXA COM QUADRADOS,  é do escudo da Família de São  Bernardo de Claraval, maior expoente da Ordem Cisterciense.  Todos os Abades e Abadessas Cistercienses trazem em seus brasões.

* LÂMPADA: Simboliza e faz menção do próprio lema Abacial: "FACIEM, DÓMINE, REQUIRAM". (A tua Face Senhor, que Busco). Tem caráter de permanente vigilância na oração, no modo de vida, e no propósito abraçado pela Abadessa. Em contexto bíblico, remete a prudência e das Virgens Prudentes.

*BÁCULO: O Báculo Pastoral também sempre aparece nos Brasões Abaciais, quer das Abadessas ou dos Abades, pelo fato da própria condição canônica do SUI IURIS. O Báculo Pastoral remete ao cuidado daqueles que são confiados aos cuidados daquele que fora eleito. O Báculo Abacial traz logo embaixo da Voluta, um véu donde por antiga tradição era onde os Abades e Abadessas o seguravam, diferenciando assim do Báculo Episcopal.

*LISTEL:  Posto na parte inferior do Brasão de forma visível, portando nele o lema Abacial em latim: "FACIEM TUAM, DÓMINE, REQUIRAM" (Sl 26,8b) "Tua Face, Senhor, Eu Busco"! Ele porta toda a característica do caminho ministério Abacial escolhido pela Abadessa.

           

"FACIEM TUAM, DÓMINE, REQUIRAM"

Madre Abadessa Emérita Maria Benigna Silva

 

BIOGRAFIA

 

Maria do Carmo Silva, nasceu no dia 24 de novembro de 1964, em Reanópolis, município de Sengés no Paraná. Seus pais, Orlando Carlos da Silva (em memória) e Maria Vitória Corrêa da Silva (em memória), tiveram nove filhos, dos quais 4 faleceram ainda na infância; ela é a mais nova dos que sobreviveram: Maria Isabel da Silva Oliveira, José Pacífico da Silva, Joaquim Pedro da Silva (em memória) e Inácia da Silva. Aos 20 anos, no dia 25 de março de 1984, Maria do Carmo, ingressa para a vida religiosa, na Abadia Cisterciense de Nossa Senhora de Fátima em Itararé-SP. Lá recebe o hábito da ordem, entrando para o noviciado no dia 07 de abril de 1986, com o nome religioso de Irmã Maria Benigna Silva, e emite sua profissão religiosa em 25 de março de 1987. Três anos depois, faz sua profissão Solene, aos 24 de março de 1990, com a idade de 25 anos. Sua permanência neste Mosteiro foi de oito anos. Em 1993, transfere-se para o Mosteiro Cisterciense Nossa Senhora de Santa Cruz, em Santa Cruz de Monte Castelo/PR. Em junho de 2002, a pedido do Abade Geral da Ordem, parte para uma experiência de três anos na Abadia de Oberchönefeld na Diocese de Ausgusburg, Alemanha. Durante este período faz o curso de Formação Monástica na Casa Generalícia em Roma. Concluído o prazo de sua permanência, retorna ao seu mosteiro no Brasil, no estado do Paraná, em outubro de 2005. Seis meses depois, em abril de 2006, Irmã Benigna, aos 41 anos de idade, é nomeada, pelo Abade Presidente da Congregação Brasileira dos Cistercienses e Pai Imediato das Monjas da referida Congregação, Priora Administradora da Abadia Cisterciense Nossa Senhora Aparecida em Campo Grande/MS, por um período de um ano. Ao término do prazo, a mesma retorna ao seu mosteiro e, um ano após, em 28 de maio de 2008 é eleita, pela mesma comunidade da Abadia Cisterciense de Campo Grande/MS, para assumir o cargo de Abadessa. Aceitando a eleição, no dia 29 de maio de 2008, é confirmada no cargo pelo Abade Presidente e a benção Abacial é oficializada no dia 25 de julho, do mesmo ano, sob o lema: à Jesus, por Maria.

 

 

Descrição Heráldica

BRASÃO: lisonja cortada; Primeiro campo de azul e segundo campo de vermelho. Sobre o campo de vermelho, uma flor – de lis – que projeta para cima, para o campo azul, uma pétala central, em forma de Cruz, sendo tudo de ouro. Sobre a Haste da Cruz, um escudete de pedra com uma banda formada de duas tiras, com sete peças vermelhas e sete peças de prata. Abaixo do escudete, ainda sobre a haste da Cruz, um livro aberto, deitado e de prata sustentado por duas asas de Águia, uma asa de casa lado, do mesmo metal. Nos flancos da lisonja, se situam duas rosas de prata, uma de cada lado, postas sobre a linha divisória dos dois campos da lisonja.

Insígnias: Báculo de prata, posto em papa, atado a um véu branco guarnecido de ouro, por uma fita vermelha.

LEMA: “JESUI PER MARIAM” – A JESUS POR MARIA

 

COMENTÁRIO SIMBÓLICO

   O campo azul retrata o plano espiritual- transcendental, e o campo vermelho simboliza a vida temporária e suas dificuldades.

 Estes planos forma o Projeto do Criador, que nos dá o itinerário da salvação das almas. Ademais, as cores de azul e vermelho foram os antigos matizes eclesiásticos. O azul e o vermelho eram alusivos, respectivamente, à vida eterna e, ao sangue derramado pelos Mártires da Fé no Senhor.

A flor- de – lis com a pétala central em forma de Cruz, significa Maria que concebeu Imaculada a Jesus. É a Maria Santíssima, Mãe de Deus e da Igreja, Rainha dos Universos,  Guia da Nova Evangelização e Advogada Nossa, que foi escolhida para unir os dois planos Divinos, sendo na terra a Mãe do Crucificado e Ele, Jesus, pelos exemplos que nos deixou, procurou  salvar uma  humanidade ímpia e ingrata.

O escudete de preto, ostenta os atributos heráldicos de São Bernardo, Abade da Ordem Cisterciense à qual pertencem o mosteiro e sua Abadessa.

O livro do Evangelho empunhado pela Águia através das suas asas, são os símbolos próprios de São João Evangelista, Apostolo e Evangelizador, Santo Padroeiro desta Madre. E, com a Ajuda Divina e do seu Padroeiro a Abadessa busca mais monjas, acolhe-las com bondade para coordenar as atividades conventuais, contemplativas, evangelizadora  e caricativas, para o melhor serviço de Deus e da Sua Igreja Imortal.

As duas rosas de prata, aludem às Graças obtidas pela devoção a Jesus Cristo através de Maria Santíssima, consoante bem exprime o enunciado do seu lema monacal: “Jesui per Mariam.”  

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