SÃO BENTO E A REGRA


As formas primitivas da vida monástica existiam desde os primeiros tempos da igreja (confessores e virgens, às quais alguns dão o nome de “monaquismo doméstico”). No século III, além da citada forma, aparecem os anacoretas e cenobitas em toda a igreja e, desde o século IV foram escritas regras para estatuir a vida das novas instituições monásticas e para transmitir as experiências dos “Pais espirituais”. Mas o Evangelho permanecia a “Regra não regulamentada”, à qual todas as regras se submetiam. Entre essas regras, ocupa o lugar de destaque a Regra de São Bento (séc.VI). O Sto. Patriarca resume na sua mínima regra de iniciação as outras regras, segundo ela, o mosteiro é a escola do serviço do Senhor, na qual a comunidade, sob a paternidade do Cristo, do qual o Abade faz as vezes , guiada pelo Evangelho, trilha o caminho dos mandamentos de Deus, no serviço fraterno, no equilíbrio harmônico do Opus Deis, da lectio divina e do trabalho, além de outros exercícios. A Regra, que diz respeito à ordem das atividades no interior do mosteiro, recebe um certo complemento da Vida de São Bento, que nos é narrada nos Diálogos de São Gregório. Embora não seja estritamente histórica em todos os detalhes, revelo-nos como, segundo a tradição, o próprio Patriarca acolhia os que vinham ao mosteiro e como procedia fora do claustro. Com efeito, S. Gregório conta-nos que S. Bento, com perseverante pregação, instruiu na fé a multidão dos que viviam na sua vizinhança e também enviou seus monges à aldeia vizinha parar exortar os fiéis.

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